Colapso e o Sindicado dos Jogadores de Damas - Parte 1
Colapso abriu os olhos ainda sonhando. Um forte gosto de água sanitária atingiu-o em cheio na garganta. Sua cabeça girava como se alguma criatura sem nexo, tivesse posto seu cérebro no liquidificador transformando-o em uma bebida assaz aprazível. Precisou de alguns minutos para se levantar. Cambaleando foi até o banheiro e abriu o chuveiro de onde saiu apenas a mais suja das águas. Amaldiçoando o encanamento barato se dirigiu até a cozinha.
Abriu a geladeira e lembrou-se de que há duas semanas ela estava vazia, ou melhor, praticamente vazia. Havia apenas uma caixa de leite vencida há dois meses e um estranho ovo que um amigo tinha lhe dado para guardar. E julgando pela sua cor, não devia ser algo bom de comer. Pegou a caixa de leite, mas logo cuspiu tudo na pia. Indignado deitou-se ali mesmo no chão praguejando qualquer coisa que julgasse digna de ser praguejada.
A cena era das mais grotescas possíveis. Colapso se agitava no chão como se estivesse sendo eletrocutado, de sua boca saía os piores dos insultos e com os braços batia em qualquer coisa que estava dentro de seu alcance. Subitamente ele ficou imóvel. Com os olhos arregalados, finalmente ouviu aquela voz que tanto conhecia. Seu cérebro havia acordado. Como o pior dos generais ele agora gritava para Colapso. “Não seja estúpido. Recomponha-se, não aja como um completo imbecil”.
Colapso sentou-se no chão envergonhado de sua atitude infantil. Pediu desculpas em voz alta, mas ninguém respondeu. Permaneceu sentado por mais alguns segundos quando seu cérebro novamente se manifestou. “A maleta, idiota! A maleta!”.
Imediatamente Colapso levantou-se e foi até a sala. Agindo como o mais primata dos animais começou a vasculhar o aposento. Sem nenhuma cerimônia derrubou mesa, cadeiras e até um vaso de peixes, que felizmente estava vazio, no chão. Tomado por um pânico terrível, Colapso começou a soltar uns gritinhos histéricos.
Quando estava a ponto de se jogar novamente no chão, seu cérebro entrou em ação novamente. “Mas como você é burro, hein? Não se lembra que guardou a maleta embaixo do colchão?”.
Imediatamente Colapso correu para o quarto. Com uma bestialidade tremenda jogou o colchão longe, quebrando um abajur. Finalmente ele a tinha encontrado. Seus olhos brilhavam diante de uma maleta preta, muito mofada, que tinha conseguido com um amigo.
Ele a pegou nos braços e com um carinho tremendo a beijou. Ali dentro estava a solução dos seus problemas. Logo ele estaria tomando um belo café da manhã no Comitê nacional do pão. Ele sorriu como nunca tinha sorrido antes e para seu tremendo azar constatou que a maleta estava trancada.
Sem entrar em pânico fechou os olhos em pose de meditação. Ele devia saber onde estava a chave. Seu cérebro pensou por alguns segundos e com extrema irritação respondeu. “Nem olha pra mim!”.
Abriu a geladeira e lembrou-se de que há duas semanas ela estava vazia, ou melhor, praticamente vazia. Havia apenas uma caixa de leite vencida há dois meses e um estranho ovo que um amigo tinha lhe dado para guardar. E julgando pela sua cor, não devia ser algo bom de comer. Pegou a caixa de leite, mas logo cuspiu tudo na pia. Indignado deitou-se ali mesmo no chão praguejando qualquer coisa que julgasse digna de ser praguejada.
A cena era das mais grotescas possíveis. Colapso se agitava no chão como se estivesse sendo eletrocutado, de sua boca saía os piores dos insultos e com os braços batia em qualquer coisa que estava dentro de seu alcance. Subitamente ele ficou imóvel. Com os olhos arregalados, finalmente ouviu aquela voz que tanto conhecia. Seu cérebro havia acordado. Como o pior dos generais ele agora gritava para Colapso. “Não seja estúpido. Recomponha-se, não aja como um completo imbecil”.
Colapso sentou-se no chão envergonhado de sua atitude infantil. Pediu desculpas em voz alta, mas ninguém respondeu. Permaneceu sentado por mais alguns segundos quando seu cérebro novamente se manifestou. “A maleta, idiota! A maleta!”.
Imediatamente Colapso levantou-se e foi até a sala. Agindo como o mais primata dos animais começou a vasculhar o aposento. Sem nenhuma cerimônia derrubou mesa, cadeiras e até um vaso de peixes, que felizmente estava vazio, no chão. Tomado por um pânico terrível, Colapso começou a soltar uns gritinhos histéricos.
Quando estava a ponto de se jogar novamente no chão, seu cérebro entrou em ação novamente. “Mas como você é burro, hein? Não se lembra que guardou a maleta embaixo do colchão?”.
Imediatamente Colapso correu para o quarto. Com uma bestialidade tremenda jogou o colchão longe, quebrando um abajur. Finalmente ele a tinha encontrado. Seus olhos brilhavam diante de uma maleta preta, muito mofada, que tinha conseguido com um amigo.
Ele a pegou nos braços e com um carinho tremendo a beijou. Ali dentro estava a solução dos seus problemas. Logo ele estaria tomando um belo café da manhã no Comitê nacional do pão. Ele sorriu como nunca tinha sorrido antes e para seu tremendo azar constatou que a maleta estava trancada.
Sem entrar em pânico fechou os olhos em pose de meditação. Ele devia saber onde estava a chave. Seu cérebro pensou por alguns segundos e com extrema irritação respondeu. “Nem olha pra mim!”.

3 Comments:
Espero ansiosamente pela segunda e terceira partes =D Gostei do final, já tinha dito... :* Terceira vez ¬¬
q bosta
Esse Colapso precisa eh d uma sauna, pra ficar td meninão tb..
haUAHuahUA
=**** TI
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