Canivete de fazer baiba
Seguia caminhando violentamente segurando aquele canivete. Parou arquejando escutando o coração bater. A hora era aquela.
No alto a placa dizia 'posto agamenom'.
Respirou fundo e deu aquela rezadinha. Entrou gritando: 'Ou dá a grana ou morre!!!'
Mas o que encontrou lá não era nada do que esperava. O balconista enrrabava sem piedade o frentista. O frentista era seu contato. Pra piorar era seu primo. O primo assustado tentou se justificar.
- Cacete! Não era amanhã?
Caninha ficou calado sem saber o que fazer. Segurava o canivete tremendo nas mãos enquanto os dois se vestiam.
Caninha ficou lembrando da amizade que tinha com o primo. As noites que passaram juntos conversando sobre a paixão em comum, a cachaça. Dormiam, comiam, viviam juntos. Mas agora o primo tinha outra paixão.
O primo se aproximou e colocou a mão no seu ombro.
- Eu não queria que você tivesse visto isso.
Caninha correu os 15km que separavam o posto Agamenon do posto São Marcos.
Lá tomou dois litros de Wisky, um litro de Dreher, uma grade de cerveja e seis litros de cana. Mas não era cana limpa não, cumpadi. Era cana com limão. Aí faz caipirinha, com açúcar.
E nunca mais tocou no assunto.

5 Comments:
até porque, seria muito constrangedor...
Muito bom! muito bom! :)
Este comentário foi removido pelo autor.
Adorei! principalmente na parte da "Caipirinha" ;D
:*
apesar, ivanildo
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