O caso da tesoura
Donovan: Cavalo come bispo.
Diga-me Contelmo, o Balthazar mencionou uma história de uma tesoura. É essa aí na parede?
Contelmo: É essa sim. Mas essa é uma história antiga. De outros tempos.
Donovan: Eu gosto de histórias. Por que não me conta mais essa?
Contelmo: Você não acreditaria. Acredita que eu já atendi pessoas ilustres?
Donovan: Nessa espelunca? Nunca.
Contelmo: Você pode não acreditar, mas eu já fui conhecido como o rei da tesoura, no Rio de Janeiro.
Donovan: Rio de Janeiro? É bem longe daqui.
Contelmo: Foi uma época maravilhosa. Durante os anos 1970 eu cortava o cabelo de muita gente famosa. Atores, políticos e muitos outros.
As coisas começaram a mudar em outubro de 1979, quando um estranho entrou em meu salão.
Ah! Que bela jogada com a torre!
Donovan: Obrigado. Mas quem era o estranho?
Contelmo: Nunca cheguei a saber.
Ele me pediu um corte e eu atendi prontamente. Quando terminei, ele veio dizer que não tinha dinheiro e fez uma proposta. Ele me daria uma tesoura. Era uma ótima tesoura e eu aceitei.
Obrigado por entregar a sua rainha de bandeja.
Donovan: ...
Contelmo: Foi aí que minha desgraça começou. Em vinte anos de profissão, nunca tinha machucado um cliente. Nunca. Nem mesmo quando comecei.
Foi essa tesoura. Eu acho que ela é amaldiçoada. Logo que comecei a usá-la, comecei a cortar o que não devia. Não demorou muito e já me chamavam de açougueiro.
A gota d´água foi quando cortei a orelha de um importante político. Não tive outra escolha além de juntar minhas coisas e me mandar.
Tentei me livrar da tesoura, mas ela sempre aparecia no fundo de alguma gaveta. É algo muito estranho.
Ah! Cheque mate!
Donovan: Que história! Que história!
...
Espere um momento! Você não inventou tudo isso pra me distrair do jogo, inventou?
Contelmo: Como pode pensar isso de mim? Dê-me os vinte da aposta e não arrume desculpas.
Donovan: Certo. Não fique nervoso.
Mas você e o Balthazar me pagam!
Amanhã eu volto pra uma revanche.
Contelmo: Quando quiser doutor! Quando quiser!
Diga-me Contelmo, o Balthazar mencionou uma história de uma tesoura. É essa aí na parede?
Contelmo: É essa sim. Mas essa é uma história antiga. De outros tempos.
Donovan: Eu gosto de histórias. Por que não me conta mais essa?
Contelmo: Você não acreditaria. Acredita que eu já atendi pessoas ilustres?
Donovan: Nessa espelunca? Nunca.
Contelmo: Você pode não acreditar, mas eu já fui conhecido como o rei da tesoura, no Rio de Janeiro.
Donovan: Rio de Janeiro? É bem longe daqui.
Contelmo: Foi uma época maravilhosa. Durante os anos 1970 eu cortava o cabelo de muita gente famosa. Atores, políticos e muitos outros.
As coisas começaram a mudar em outubro de 1979, quando um estranho entrou em meu salão.
Ah! Que bela jogada com a torre!
Donovan: Obrigado. Mas quem era o estranho?
Contelmo: Nunca cheguei a saber.
Ele me pediu um corte e eu atendi prontamente. Quando terminei, ele veio dizer que não tinha dinheiro e fez uma proposta. Ele me daria uma tesoura. Era uma ótima tesoura e eu aceitei.
Obrigado por entregar a sua rainha de bandeja.
Donovan: ...
Contelmo: Foi aí que minha desgraça começou. Em vinte anos de profissão, nunca tinha machucado um cliente. Nunca. Nem mesmo quando comecei.
Foi essa tesoura. Eu acho que ela é amaldiçoada. Logo que comecei a usá-la, comecei a cortar o que não devia. Não demorou muito e já me chamavam de açougueiro.
A gota d´água foi quando cortei a orelha de um importante político. Não tive outra escolha além de juntar minhas coisas e me mandar.
Tentei me livrar da tesoura, mas ela sempre aparecia no fundo de alguma gaveta. É algo muito estranho.
Ah! Cheque mate!
Donovan: Que história! Que história!
...
Espere um momento! Você não inventou tudo isso pra me distrair do jogo, inventou?
Contelmo: Como pode pensar isso de mim? Dê-me os vinte da aposta e não arrume desculpas.
Donovan: Certo. Não fique nervoso.
Mas você e o Balthazar me pagam!
Amanhã eu volto pra uma revanche.
Contelmo: Quando quiser doutor! Quando quiser!
